Visto por nós

Registo das nossas ideias, emoções, reações - impressões sobre o que vimos.


Após terem assistido ao filme "Com Quase Nada", de Carlos Barroco e Margarida Cardoso, os alunos do 10.º A recordaram os seus brinquedos de infância. Aqui ficam os seus testemunhos.

O meu brinquedo

Ao longo da nossa vida há coisas que nos ficam na memória e que nos marcam. A mim, a primeira coisa que me vem à memória quando penso na minha infância e nos meus brinquedos é a minha boneca da Bloom, do Clube Winx. O Clube Winx era e é um desenho animado muito famoso da minha altura (até pareço as avós a contar histórias). Como acontece com todas as marcas, quando alguém é famoso, querem vender mais; então, começam a fabricar vários produtos como roupa, canecas, material escolar e, claro, brinquedos (bonecos, peluches...).

O desenho estreou em 2004, ano em que nasci, mas eu lembro-me de desde sempre ver o Clube Winx; então, a minha incrível mãe comprou-me a minha Winx preferida, a Bloom, não me pergunte exatamente quando ma deu porque sou péssima com datas...

Eu andava para todo o lado com a Bloom, eu adorava fingir que estava em Alfea (escola de fadas) e que estava numa batalha épica contra os Trix (bruxas da escola da Torre Nebulosa) e que do nada apareciam os Especialistas (um grupo de rapazes que estudavam na Fonte Vermelha) para nos ajudarem a lutar contra o mal.

Eu sou a mais nova de três irmãos (todos rapazes); então, sempre tive de brincar sozinha e usar a minha imaginação. Eu sei, parece triste mas eu adorava, imagine só as minhas regras, ninguém implicava com a forma como eu guiava a história, não tinha de partilhar a minha Bloom nem o meu Sky (especialista e namorado da Bloom), era simplesmente incrível.

Agora pergunta-se: "Se ela gostava tanto da boneca, será que ainda a tem?" A resposta é "sim", porém, a idade chega a todos, até mesmo à Bloom, que hoje em dia tem a perna presa por uma fita verde que, se for tirada, a perna fica pendurada pela pele, além de que está despenteada, sem roupa e perdeu o namorado num trágico acidente em que foi brutalmente decapitado pelo Bóris, o meu cão.

Pelo lado positivo, foi uma boneca que me marcou imenso, o Sky teve um lindo funeral no caixote do lixo e hoje ela está na garagem, dentro de um banquinho que o meu pai fez para mim quando eu não conseguia subir para a cama.

Uma história linda com um final trágico, um clássico.

Carolina Ferreira, nº 1, 10ºA

O meu brinquedo

Durante toda a minha infância, tive vários brinquedos. Sem dúvida alguma, o que mais me marcou foi uma boneca preta, recebi-a no dia em que completei três anos, por parte da minha tia-avó.

Assim que vi a ternurenta boneca, fiquei encantada, tinha cerca de cinquenta centímetros e uns olhos castanhos-claros, com umas enormes pestanas. A boneca, por coincidência, estava com o mesmo penteado que eu naquele dia, tínhamos o cabelo dividido em quatro, e quatro belas tranças corridas.

A nossa conexão foi imediata, identifiquei-me tanto com ela, que passei logo a amá-la. Naquela época, em 2008, era incomum ver bonecas cujo tom de pele fosse escuro. Lembro-me que apesar de ser muito nova, já me sentia diferente, pois todos os meus brinquedos eram de pele branca, logo esta rapidamente tornou-se especial.

Nunca cheguei a dar-lhe um nome, mas até hoje tenho-a comigo, esta boneca teve, e ainda tem, um papel tão fundamental na minha parte existencial, que esta boneca atravessou o oceano Atlântico, e até hoje habita na mesma casa, e no mesmo quarto que eu. Sem dúvida alguma posso dizer que esta boneca é o meu brinquedo, pois foi com ela que desde sempre me aceitei do meu jeito, da forma natural como sou.

Isadora Alves, nº 17, 10ºA 

O meu brinquedo

Recebi-o quando tinha três anos, no dia do nascimento do meu irmão. O meu irmão ofereceu-mo: uma caixa das Pollys com cavalinhos e roupa de festa e equitação, nunca a larguei desde aí. Todos os dias brincava com ela, até que um dia o meu cão de água, o Banzé (como aquele Banzé da Dama e do Vagabundo 2) comeu o cavalinho com uma das pollys de que eu mais gostava.

Hoje já não tenho as restantes pollys, que sobraram do jantar do Banzé, porque à medida que o tempo passou, partes do brinquedo se foram perdendo. Apesar de ter um grande valor, este não foi o meu brinquedo favorito.

O meu brinquedo favorito foi-me dado no mesmo dia em que recebi as Pollys, o meu nenuco verdadeiro, o meu irmão. Esse sim era o que mais gostava! Passeava-o no carrinho dos nenucos, dava-lhe a papa e o leitinho. Ajudava a minha mãe a dar banho e a vestir o mano e brincava aos nenucos com ele. Ah! E também brincava aos cabeleireiros com ele!

Hoje já não brinco aos nenucos com o mano porque ele já está grande e porque o brincar dele é jogar Playstation...

Marta Silva, nº24, 10ºA

O meu brinquedo

Raissa Mirante, 10.º A

O meu brinquedo

Um dos brinquedos que mais marcou a minha infância foi uma boneca Baby Alive, à qual eu chamava Andreia e que tratava como uma filha. Eu recebi-a no Natal em 2011, foi o meu avô materno vestido de Pai Natal que ma deu, e assim começou a minha loucura por bonecas bebés. Ela falava, fazia as necessidades e até comia, praticamente como uma pessoa, no meu ponto de vista infantil.

Como já referi, eu cuidava dela como se fosse realmente uma filha minha verdadeira e ficava superorgulhosa de mim própria quando o meu irmão dizia que eu tinha um instinto maternal. Curiosidade, nessa altura, se me perguntassem o que queria ser quando crescesse, eu responderia, com toda a certeza, dona de casa, para tomar conta dos meus filhos e da casa. Felizmente, esse sonho mudou. Continuando, cada vez que eu e a minha família saíamos, obrigava-os a levar um carrinho, mais o ovinho de bebés da Andreia para que ela ficasse o mais confortável possível. Mesmo que a nossa saída só durasse vinte minutos, ela tinha que ter todo aquele luxo.

De uma forma algo chocante, o meu amor e paixão pela Andreia acabou muito mal e passo a explicar como: os meus primos diziam que ela era o boneco Chucky e que me iria fazer mal. Claro que fiquei com medo e larguei a boneca de uma vez por todas.

Hoje em dia, a Andreia pertence à filha de uma amiga da minha mãe. Essa menina está muito feliz com ela tal como eu era. Só espero que o amor entre elas não acabe de forma tão dramática.

Ana Monteiro, nº3, 10ºA

O meu brinquedo

Eu nunca fui uma criança de brincar muito com bonecos. Pelo que me contaram, sempre que o meu irmão estava a brincar com alguma coisa eu queria o que ele estava a utilizar, e ele dava-me sempre.

Mas o boneco que me marcou foi um peluche. Era um cão de raça labrador, bege, que era grande.

Eu quando era pequeno tinha muito medo do escuro, e ainda hoje não gosto muito. Mas o peluche, não sei porquê, parecia que me protegia. Então dormia sempre com ele.

Um dia arrumaram o peluche, só que depois não se lembravam onde o tinham posto e nunca mais o vi. Até há pouco tempo, quando o encontrei de novo. Hoje em dia está dentro do meu armário, pois agora tenho o Bóris, o meu cão, que me faz companhia e dorme ao meu lado.

Henrique Abelho, nº14, 10ºA

O meu brinquedo

O meu brinquedo favorito é um conjunto de comboios, que é constituído por minicomboios e os seus carris (que são desmontáveis e por isso dá para montar pistas sempre diferentes).

A primeira vez que vi o brinquedo estava no "IKEA" a fazer compras com os meus pais. Assim que reparei na simples existência de uma pista de comboios em madeira, o meu espírito de criança, nos seus sete anos de idade, veio ao de cima com a conhecida frase: "Mãe, podes comprar isto para mim?" Ao início a minha mãe respondeu: "Não, já tens muita cangalhada" (palavra usada geralmente por mães, quando se querem referir a todos os brinquedos espalhados que elas se deram ao trabalho de arrumar). O meu pai felizmente nunca perdeu o espírito infantil; então convenceu a minha mãe a levar a incrível pista de comboios, e foi assim que adquiri o meu brinquedo favorito.

Brincava com a minha pista de comboios muitas vezes, fazia sempre diferentes pistas e a parte de que mais gostava era montar as pontes da pista. Normalmente o meu pai brincava comigo, acho que era por isso que era tão fixe a simples pista de comboios.

Hoje em dia já não a uso, mas ainda a tenho e a não a quero perder, só pelas memórias que me traz.

Laurinda Moreira, nº 21, 10ºA

O meu brinquedo

Quando eu nasci, mais especificamente quando tinha um ano, o meu pai levou-me a um supermercado de cujo nome já não me lembro, e nesse supermercado havia uma bola da Macrom cinzenta na montra. Como eu só tinha um ano de idade não me lembro exatamente de como foi, mas o meu pai (que adoro) disse-me que quando vi a bola fiquei maluco, ou melhor, apaixonado. Como eu queria tanto aquela bola, o meu pai comprou-a. Na altura, a bola custou 35 euros (se não me engano).

Quando cheguei a casa, o meu pai disse-me que eu comecei ao chuto com a bola e a mandar a bola para longe com as mãos (coisas de bebés). E desde então fiquei apaixonado pelo futebol e pela bola. Ainda tenho a bola sã e salva em minha casa e espero aguentá-la até ter filhos, para que a possa dar aos meus filhos e ensinar tudo o que sei sobre futebol. Esta bola foi muito importante para mim porque foi com ela que comecei a jogar à bola e porque foi o meu pai que ma deu e eu tenho um grande respeito por ele.

(Esta história foi o meu pai que me contou, tentei lembrar-me ao máximo de tudo.)

Rafael Sousa, nº 27, 10ºA

O meu brinquedo

Quando eu tinha treze anos e o meu irmão nove e era completamente viciado em motas, os meus avós ofereceram-lhe uma Ducati de miniatura que ele adorou. Brincou com ela durante dias, até que chegou aquela altura em que já não se liga a brinquedos; então a mota foi posta de lado. Há uns meses atrás, enquanto arrumava o meu quarto, reencontrei a pequena motinha que tanto estimava e coloquei-a ao lado da televisão do meu quarto. Agora sempre que vou jogar estou ao lado dela. De vez em quando ainda brinco com ela, enquanto o jogo carrega ou estou à espera de uma partida. Um dia destes, quando for mais velho, espero ainda tê-la para recordar os bons momentos que passei junto a ela, ou até mesmo comprar uma da mesma marca ou modelo em ponto grande, para poder viajar com ela várias vezes até me cansar e encerrar as nossas vidas.

Gonçalo Ramos, nº12, 10ºA

O meu brinquedo

Foi-me dado no meu aniversário, dia 29 de Setembro, se bem me lembro, acho que ainda não andava na primária, por isso já foi há muitos anos.

Vi-a sempre na televisão, porque naquela altura ainda via o Canal Panda, adorava ver e a minha mãe sabia, então ofereceu-ma e eu fiquei maravilhada. Era a boneca Docinho de Morango e a casa, em conjunto com o café. A rapariga tinha mesmo o cheiro a morango e aposto que neste momento ainda o teria.

Estava sempre a brincar com ela e às vezes misturava "pollys" e "pinipons" para não ficar sozinha.

Quando cresci, dei mais de metade dos meus brinquedos. Nunca deitei fora, pois seria um desperdício, dava ou aos meus primos ou a filhas de amigas da minha mãe. E infelizmente dei este brinquedo! Digo "infelizmente" porque agora que penso nele outra vez acho um disparate tê-lo dado, pois já não vou brincar com aquele cheiro, pô-la a brincar no café ou mesmo dá-la aos meus filhos, que um dia vou ter, para brincarem com o meu brinquedo favorito.

Mafalda Brissos, nº24, 10ºA

O meu brinquedo

O meu brinquedo preferido é um peluche em forma de coelhinho.

Segundo a minha mãe, esse peluche foi-me oferecido pelo meu pai. O meu pai ofereceu-mo, alguns dias antes de eu nascer.

É um peluche pequeno-médio, com a forma de um coelho sentado. O coelho é de cor creme, com olhos pretos e um narizinho castanho. Usa um casaco e um chapéu castanhos, e tem uma corda que, quando puxada, ativa uma caixinha de música, no interior do peluche.

É um brinquedo muito especial para mim, pelo facto de que foi o meu pai a oferecê-lo. Pois o meu pai trabalha por turnos, e muitas vezes, quando estamos ambos em casa, discutimos. Então este peluche lembra-me que, mesmo com tudo, gostamos muito um do outro.

Atualmente não tenho a certeza se ainda tenho o peluche, pois está guardado, mesmo pelo valor que tem. Mas terei sempre esse peluche na minha memória.

Mafalda Martins, nº 23, 10ºA

O meu brinquedo

Sabrina Freire, 10.º A

O meu brinquedo

Num dia de primavera, final de uma tarde normal, fui às compras com a minha mãe, que me comprou uns brinquedos chamados Beyblades, que são redondas e pequenas formas de metal que são usadas para competir com outras pessoas com o mesmo brinquedo, para provar qual é o maior. Depois de ter recebido os Beyblades eles tornaram-se um dos brinquedos com que brincava mais, tal como a maior parte dos meus amigos da altura. Passava manhãs e tardes a competir com os meus amigos para conseguir saber qual dos Beyblades é melhor, isto lembrando que têm diferentes peças que se podem trocar para melhorar o desempenho dele, tornando-o melhor nas competições. Passados uns dias, como a maior parte das tendências, a moda desse jogo acabou por passar, tornando-se um brinquedo que mais ninguém usava, quer dizer, algumas pessoas continuaram a usar, claro, mas foi um reduzido número de pessoas.

João Veiga, nº 18, 10ºA

Crie o seu site grátis!