Falar de Filmes

Neste espaço iremos falar de filmes e, preferencialmente, sobre os filmes que se encontram nas bibliotecas do nosso Agrupamento.

Estes filmes estão disponíveis para que os vejas e, se assim o desejares, podes requisitá-los e visualizá-los, no conforto da tua casa, sozinh@ ou na companhia da tua família.

Se gostas de cinema, se os filmes são parte importante da tua vida, este espaço é teu.

O filme que escolhi para inaugurar esta rubrica e que aconselho apaixonadamente chama-se Mr. Holland Oppus (título português: O Professor).

Mr. Holland Oppus - O Professor é um filme realizado por Stephen Herek, no ano de 1995, EUA, com argumento de Patrick Shane Duncan e que conta nos principais papéis com os atores Rochard Dreyfuss, Glenne Headley e Jay Thomas.

O filme estreou em Portugal no dia 24 de maio de 1996.

Quando vi este filme pela primeira vez, no ano da sua estreia em Portugal, uma pergunta tomou forma na minha mente: pode um filme conter tudo?

A minha resposta foi um sim inequívoco. Mr. Holland Oppus é uma sinfonia sobre a vida que acompanha o tempo de vida profissional e pessoal de um professor. Estamos em presença de uma obra cinematográfica que nos faz pensar sobre a importância que tem a passagem pela escola na vida de todos nós: professor@s, alun@s, pais, decisores políticos. É igualmente um filme sobre as diferenças, todas as diferenças, que podemos encontrar na escola enquanto espaço privilegiado de encontros. É um olhar sensível sobre a interdependência que nos une e que, por vezes, nos parece separar. 

Um filme para ver de olhos bem abertos e para escutar como quem escuta uma Sinfonia.

Trailer AQUI.

Professor João Paulo Amaral

joão.amaral@agrupamentolimafreitas.org

(Envia os teus textos sobre filmes para este email)

 

Trailer AQUI.

Mar Adentro

Pode a Morte ser uma janela para a Vida?

Num momento crítico que que os políticos e os meios de comunicação voltam a olhar para olhar para a importância do reconhecimento da morte assistida, enquanto fator de decisão individual que a sociedade deve reconhecer, Mar a Dentro é um filme a ver e a rever.

É um filme de urgência pelo desafio e pela beleza que transporta em cada momento. Um apelo ao debate e ao desassossego do coração e da mente.

A vida é um lugar de empatia ou torna-se numa não vida e, neste sentido, difere da opinião que se toma em nome do outro, em torno da mesa de café ou no descanso do sofá. A vida não é obrigação, prisão, condenação, ou decisão nossa sobre o outro, não se resume a um ato de Fé.

Quantas vezes num momento de firmação pensámos ou dissemos: É a minha Vida! Eu decido o quero fazer com ela!..

Porque se torna tão difícil entrar mar a dentro e encontrar na dignidade da morte o apelo da, não menos digna Vida.

Mar a Dentro é um filme imenso como o mar interior que nos desafia no quotidiano da existência. É um filme sobre a dignidade da vida e o encontro, inexorável, com o mistério insondável da morte. É um filme sobre a imensidão do amor e sobre a compaixão que nos move no encontro com quem amamos. É um filme sobre a imensidão infinita da liberdade.

Realizado em 2004, pelo premiado realizador espanhol Alejandro Amenábar, com argumento de Mateo Gil, teve estreia nas salas de cinema portuguesas em 24 de fevereiro de 2005, tendo vencido nesse ano o Óscar para a Melhor Película em língua não inglesa e acumulado os mais importantes prémios da indústria cinematográfica desse ano (Grande Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema de Veneza, Globo de Ouro 2005, Goya 2005,...).

Com o aclamado ator Javier Barden, no papel de Ramón Sampedro, conta no seu elenco com atores e atrizes de excelência como Belén Rueda, Mabel Rivera, Lola Dueñas e Celso Bugalho, entre outros.

Para ver e escutar de mente aberta, olhar atento e ouvidos de escutar.

Bom filme.

João Paulo Amaral

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